Na estrada com vinhos de Portugal – Carvoeiro

Fiz uma viagem de carro por dez dias recorrendo várias zonas de Portugal. E para cada uma, há pelo menos um vinho que ilustra minha experiência naquela região; vou relatar um pouco mais nessa série de posts que marcam a retomada do blog. Para ler a primeira parte sobre a aldeia de Odeceixe na Costa Vicentina, clique aqui.

Parte 2 – Dias em Algarve: chegando em Carvoeiro

Conseguimos reservar 4 dias das férias para descansar no sul de Portugal, em Algarve, para curtir um pouco o verão europeu. Optei pela hospedagem em Carvoeiro ao invés de Lagos pois me falaram que entre as praias mais urbanizadas, a primeira era mais vazia, limpa e bonita. Quando consegui um AirBnb com essa vista, em frente à orla, nem pensei duas vezes.

Nossa escolha foi acertada pois não buscávamos nenhum tipo de badalação, apenas descanso. A praia é frequentada majoritariamente por famílias inglesas e não encontrei muitas opções gastronômicas locais mais elaboradas, apenas culinária internacional (hindu, italiana, pubs), o que não me incomodou em nada pois o foco desses dias era mesmo relaxar, curtir o mar e as paisagens das falésias que pareciam coisa de outro planeta.

Dito isso, ao atardecer compramos algo para beliscar, o que em Portugal significava uma boa lata de sardinhas, algum queijo e, claro, vinho regional. A região demarcada do Algarve possui 4 Denominações de Origem, sendo elas a D.O. Lagos, D.O. Lagoa, D.O Távira e D.O. Portimão. Se utilizam principalmente as castas brancas Síria (Roupeiro), Arinto e Malvasía, e as tintas Negra Mole, Trincadeira e Castelão, entre outras.

Imprevisto 2018, vinho regional do Algarve

Confesso que não tinha pesquisado muitas referências sobre os produtores locais, portanto me utilizei do único recurso que me restava no mercadinho da praia: escolher a garrafa pelo rótulo. Afinal, é para isso que memorizamos leis, regiões, montanhas, rios e castas na carreira de sommelier, não é mesmo? Brincadeiras à parte, somada às pouquíssimas opções que encontrei, escolhi enfim o Imprevisto 2018, cujo nome, design e preço (6 euros) me simpatizaram bastante. Este branco da vinícola Convento do Paraíso, um corte de Viognier, Arinto e Alvarinho, se mostrou aromático, com notas de pêssegos e flores delicadas, porém curto em boca. É um vinho descomplicado e jovem, ideal para refrescar e tomar de dia na praia, não pede acompanhamentos além de uns petiscos, apenas serví-lo bem geladinho após um mergulho no mar.

Carvoeiro à noite

Enfim escureceu e fomos dar uma voltinha na cidade e dormir cedo. O dia seguinte virá em formato de post, com a melhor dica gastronômica do Algarve!

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