Distração no mundo virtual

Selecionei alguns links interessantes para ler mais sobre vinho na internet:

1- O blog do Wine Folly, best seller que fez sucesso com seus gráficos práticos sobre vinhos e maridagens para leigos. Também vende pôsteres “pedagógicos”, ideais para decorar a casa dos enófilos.

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2- Um pouco de astrologia não faz mal a ninguém. Veja aqui qual vinho combina com seu signo.

3- Todos os rótulos do Chateau Mouton, vinho de Médoc, em Bordeaux, que a cada ano convida um artista para elaborar suas etiquetas. Nada menos que Miró, Chagall, Picasso, Anish Kapoor, entre outros mais do que consagrados ilustres das artes plásticas. Puro deleite! Aqui.

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Rótulo de 1971 feito pelo Kandinsky.

4- Se já veio a Buenos Aires e se surpreendeu negativamente com a típica rispidez de alguns garçons, veja este post sobre os melhores serviços da cidade, de acordo com a Maleva Mag (que também tem ótimas dicas gastronômicas).

5- Para finalizar, ainda sobre Buenos Aires, se você está planejando uma estadia a médio prazo, dê uma olhada nos cursos de vinhos de um ou dois meses da Escuela Argentina de Sommeliers (onde eu estudo).

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Cabernet Franc além dos blends

O Cabernet Franc, planta originária de Bordeaux e facilmente encontrada em vinhos de corte, ganha aqui na Argentina cada vez mais holofotes e prestígio como varietal. Fui em uma degustação à cegas da cepa no excelente Vinology (que recomendo tanto como loja como para fazer degustações) e mostrarei em um relato breve os cinco vinhos que provamos:

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1- Desierto Pampa – Bodega del Desierto – 2010
O interessante deste vinho é o local de produção, em La Pampa, região mais ao norte e árida da Patagonia argentina. A bodega tem uma linha mais acessível ($) chamada Desierto25, recomendo para experimentar produtos de províncias diferentes.
2- Siesta en el Tahuantinsuyu – Viñedos seleccionados por Ernesto Catena –  2012
Nome em alusão à lenda das 40 lhamas que lograram chegar nas altas cumbres dos Andes com o tesouro do último inca, que se esconde até hoje nas montanhas ao fundo dos vinhedos de Catena. Foi o preferido de muitos que estavam na degustação (e o meu também).

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3- Miguel Escorihuela Gascón Pequeñas Producciones – 2014
Bodega clássica e tradicional, que surpreende com essa linha exclusiva de pequenas produções. É um vinho que não tem erro, expressa a pura tipicidade do cabernet franc, frutas vermelhas/negras maduras, pimenta, notas herbáceas, algo de tabaco e madeira em boca. São 12 meses em carvalho, tem alto potencial de guarda, não hesite em comprar – assim como o anterior, acho que dá para encontrar no Brasil.

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4- Calamaco Reserva – 2013
Projeto familiar e sustentável do enólogo Santiago Santamaría, um dos fundadores da Bodega Melipal, e Clarisa Aristi, ao lado do Siesta do Catena este foi o “vencedor inesperado” da noite (lembrem-se que foi uma cata às cegas). O Calamaco está ganhando cada vez mais admiradores aqui na Argentina. Recomendo!!

5- Melipal – 2013
Não teve ninguém muito convencido deste –  acho que não se expressou como esperávamos nem em nariz nem em boca, foi o único que passou meio despercebido para mim.

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Resumindo o Cabernet Franc: são comuns as notas herbáceas, além de frutas como ameixa madura e cereja negra, e também algo de picante, taninos expressivos, é um vinho que costuma ter peso médio a alto na boca, final largo, algo persistente, por tanto pede um acompanhamento mais abundante como guisos, carnes vermelhas como cordeiro e churrasco. Para os vegetarianos, indico maridar com berinjela, ou também pratos com cogumelos selvagens.

É um vinho que costuma ser complexo, elegante, ter alta graduação alcoólica, sendo ideal para o outono/inverno que está aí – é uma boa combinação com o clássico fondue de queijo. Nada de saladinhas leves ou tomá-lo de estômago vazio. Vamos nos animar a provar os tintos argentinos além do já consagrado Malbec! Salud!